Postagens com o marcador Fedora
Descontinuando…
fev 13th
Já faz um tempo que estou para postar aqui, mas em determinados momentos não me sinto suficientemente inspirado, por assim dizer.
Esse blog foi criado com a intenção de ser um espaço para opiniões minhas sobre os mais diversos assuntos que me interessassem e das diversas formas que eu fosse capaz de abordá-los. Por esse motivo, dei o nome de idiossincrasias a ele, quer que dizer uma maneira própria de ver ou de sentir algo. No entanto, a medida que ele foi surgindo, percebi que isso não aconteceria, visto que alguns tutoriais e truques no fedora estavam tomando lugar e era o que mais estava me interessando no momento. Eu gostei disso e não apresentei nenhuma resistência. Os que costumam conversar comigo sabem que sou bastante apegado ao fedora. Essa é a minha distro predileta desde quando tive meu primeiro PC (ArchLinux é a minha segunda predileta e Ubuntu a terceira). De fato, tenho procurado cada vez mais aprender sobre essa distro e até aprendi a criar pacotes rpm com uma ajuda do LonelySpooky, mas ainda preciso aprender bastante sobre isso ainda. Quando me sentir suficientemente seguro, irei tentar ajudar o projeto empacotando algum software voltado para aplicações científicas e mantendo ele, assim como o próprio LonelySpooky faz.
Assim, esse blog era uma forma de cooperar um pouco com o pessoal que estivesse aprendendo a mexer com o fedora ou apenas para compartilhar conhecimento, seguindo o espírito do software livre.
Certo, então por que parar? O motivo principal é que ando querendo cada vez mais me envolver com as ciências exatas. Física, Matemática.. são minhas paixões assim como Linux. Aliás, se não fosse por elas, acho que nem teria conhecido ele. Dessaa maneira, estou apenas reduzindo um pouco minha participação deixando de postar artigos, mas em compensação estou procurando o máximo contribuir com o wiki do projeto fedora que ainda está começando a sua caminhada e necessita de documentação mais decente para essa distro em português que, na minha opinião, ainda falta. Se você gosta do fedora, que tal colaborar também?
Também tento participar ativamente do fórum do projeto ajudando novatos e membros com o que sei e ao mesmo tempo aprendendo com eles aquilo que não sei. Eu gosto disso. Grande parte do que aprendi no fedora veio dessas discussões no fórum.
Vou manter esse blog no ar por um tempo. Talvez um ano ou dois e depois ele deve desaparecer. Se eu voltar, acho que será no www.eldermarco.blogspot.com ou talvez eu algum outro blog usando o wordpress. Mas somente quando tiver tempo..
Do mais, continuo minha caminhada..
Migrando para o Pinguim: Atualizando o sistema, instalando flash, Java e outras coisas mais
dez 2nd
Primeiro post da série Segundo post Terceiro post Quarto post Quinto Post Sexto Post Sétimo Post Oitavo Post Nono Post
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Continuando a série Migrando para o Pinguim vamos nesse post atualizar o sistema, instalar vários codecs que permitirão a você assistir a qualquer formato de video, música, o plugin do flash, para poder ver videos no YouTube e o AdobeReader, para visualizar arquivos pdf. Sobre esse último, é bom dizer que o Fedora depois de instalado já é capaz de visualizar arquivos em formato pdf sem qualquer problema, mas pode ser que você queira continuar com o AdobeReader e como há uma versão para o Linux, poderemos instalar ele sem problemas. Vou supor que você esteja usando o Gnome como ambiente desktop, mas o procedimento pode ser feito da mesma maneira no KDE, exceto pelo fato de que os menus estão um pouco diferentes e alguns programas que você usa são específicos do KDE. Para usar o GNOME, basta escolher ele na tela de login ou, caso não tenha mexido ainda lá, apenas entrar com seu usuário e senha que por padrão, o Fedora irá utilizar o GNOME.
Conectando-se a Internet
Bom, antes de fazer qualquer atualização no sistema, você precisará se conectar a internet, não? Não irei reinventar a roda, existe um artigo no Guia do Hardware que aborda esse assunto de maneira detalhada. Apesar de falar do Fedora 8, o procedimento é idêntico para o Fedora 12. Ei-lo aqui. Alternativamente, você poderia configurar sua conexão de outra maneira. Quando você entra no GNOME, no painel superior, do lado direito há um ícone do NetworkManager (com um desenho de dois computadores). Você pode clicar com o botão direito do mouse sobre ele, ir em Editar Conexões… e depois escolher a aba de acordo com seu tipo de conexão. Usuários do Speedy em São Paulo, por exemplo, escolheriam a aba DSL e então iriam adicionar essa nova conexão. Um nome de usuário, senha, se quer que o sistema se conecte automaticamente.. a interface é bem simples e auto-explicativa. Depois de criar a conexão, clique com o botão esquerdo do mouse sobre o ícone do NetworkManager e ative ela, que já deverá aparecer nas opção. Se o seu computador não se conecta diretamente a internet, mas através de um roteador ou algo assim, basta apenas ativar a interface. Clique com o botão esquerdo do mouse sobre o ícone do NetworkManager e depois sobre System eth0 que se refere a sua conexão de rede. Após isso, a conexão deverá se estabelecer e você já poderá navegar na internet sem problemas.
Atualizando o sistema
A atualização do sistema é extremamente importante, visto que sempre há a correção de bugs em programas que você pode usar, novas funcionalidas ou correção de falhas de segurança. Geralmente o Fedora costuma avisar sobre novas atualizações e é sempre recomendável que você aceite. No entanto, você pode ir em Sistema > Administração > Atualizações de programas e aguardar até que o programa verifique se há atualizações a serem feitas.
Em caso afirmativo irá aparecer uma lista de programas na janela acima,. Clique em Instalar Atualização. Provavelmente a senha do root será solicitada para o sistema continue com o processo. É aquela senha que você definiu enquanto instalava o sistema, lembra? Não a do seu usuário e sim a do root. Aguarde até que o sistema atualize todos os pacotes no seu PC. Dependendo de quando você instalou o Fedora, o tamanho da atualização será enorme, mas o Fedora é capaz de reduzir isso drasticamente baixando apenas os arquivos que foram modificados.
Bom, você já atualizou o sistema? Então vamos ao próximo passo!
Instalando o flash, codecs, o Java e outros
Instalar codecs, o flash e o Java da Sun nunca foi tão fácil no Fedora! O duli, da comunidade Fedora Brasil criou o easyLife, um conjunto de scripts que automatiza toda essa tarefa para você, restando-lhe apenas escolher aquilo que você quer que seja instalado ou não. Vá até www.easylifeproject.org e baixe a versão para o Fedora 12 (ou a versão que você esteja usando). Quando você clicar para fazer o download, o Firefox já lhe dará a opção de abrir o pacote com o Instalador de pacotes. Aceite. Mas ainda que faça somente o download do pacote para o seu PC, basta dar dois cliques nele que o instalador de pacotes irá abri-lo. Entre com a senha do root e instale-o. Um ícone com as iniciais eL deverá aparecer na sua área de trabalho. Dê dois cliques, entre coma senha do root e o easyLife será carregado junto com um terminal de linha de comando e irá exibir a primeira opção:

Essa opção é apenas para algumas configurações simples. Os programas em si são instalados para todos. Os usuários apresentados na figura, são os usuários no seu PC. No meu caso, são os mostrados acima. Escolha seu próprio usuário e clique em OK:
Essa é a última e mais importante parte do easyLife. É aí que você escolhe o que quer ou o que não quer ser instalado. Como “obrigatórias”, você deve marcar as opções:
- DesktopLink – Cria um link chamado Desktop na sua pasta pessoal, melhorando a compatibilidade com alguns programas e ícones.
- SetupWindows – Toda vez que você clica em uma pasta, abre um janela pequena com o conteúdo da pasta aberta. Com essa opção irá abrir uma janela mais completa, com mais detalhes e mais confortável para a navegação.
- SelinuxOff – O SELinux é uma segurança a mais no seu sistema, mas ele costuma ser meio chato de vez em quando e bloqueia alguns recursos do sistema se suspeitar que esse recurso está fazendo algo que não deve. Marque isso para não ter problemas. O SELinux ficará no modo permissivo, isto é, ele irá avisar, mas sem bloquear nada.
- Flash – O plugin do flash, que permite você assistir a videos no YouTube, além de usar recursos que dependam do flash.
- Fonts – Isso irá melhorar muito a aparência de páginas da internet que usam fontes da microsoft. Ficará bem mais agradável do que sem essas fontes.
- Utils – Essa opção principalmente porque instala o pacote que permite descompactar arquivos .rar e .7zip. Outros formatos são suportados pelo Fedora (.zip, .tar.gz, .tar.bz2, etc)
- K3b – Pode ser que você já o tenha instalado durante a instalação do sistema, mas mesmo assim marque essa opção. Se ele já tiver instalado e em sua última versão, o instalador não irá fazer uma nova instalação.
- Codecs – Permitirá a você assistir a todo formato de vídeo que você baixe pela internet. Instale isso e fique tranquilo
Não se preocupe, os codecs para formatos de áudio, como .mp3 .wma, entre outros também serão instalados. - MediaPlayers – Alguns programas muito úteis quando você quer assistir videos. Uma vantagem do Linux é que você sempre tem uma escolha. Você pode fazer a mesma coisa de várias maneiras diferentes e usando programas diferentes. Não seria diferente assistindo videos.
- Java32 (ou Java64) – Escolha entre esses de acordo com seu PC. Se for 64 bits, escolha a opção Java64. Seria bom colocar aqui que o Fedora também vem com uma alternativa OpenSource para o Java, mas pode ser que você queira instalar o próprio Java da Sun, visto que está bem mais maduro.
Bom, essas são as opções que considero obrigatórias para aqueles usuários que querem ter um excelente suporte a formatos multimídia, além de outras coisas. Outros pacotes que você pode instalar é o driver proprietário para a sua placa da Nvidia de acordo com o modelo que usa, caso tenha uma (no entanto, MUITO cuidado para não selecionar o driver errado para a instalação, verifique o modelo da sua placa antes), um novo tema de ícones para mudar um pouco a aparência do seu Fedora (irei abordar a personalização do Fedora mais tarde também) e aquilo que achar interessante de ser instalado. Depois que de marcar as opções que você quer que instale, clique em OK e os pacotes serão baixados dos repositórios e instalados no seu PC. Isso pode demorar um pouco, dependendo da velocidade da sua conexão (algo em torno de 45 min a 1h com uma conexão de 500Kbps, se não me engano) . Depois de terminado, você já será capaz de ouvir músicas em mp3, assistir a qualquer formato de video, assisti-los no YouTube, além de se sentir mais confortável com seu Desktop completamente funcional! Não que não estivesse antes, mas agora está melhor
Instalando o Adobe Reader
A instalação do Adobe Reader poderia ser feita a partir dos reposiórios, mas vamos seguir a instalação da mesma maneira que no Windows. Vá até o site da Adobe e baixe a versão para o Linux. Tome cuidado e baixe um pacote .rpm, já que o gerenciamento de pacotes no Fedora é baseado em pacotes RPM. Se você baixar um pacote .deb, não irá conseguir instalar porque esse costuma funcionar no Ubuntu, Debian, etc. Depois de baixar o pacote, dê dois cliques nele e o Instalador de Pacotes permitirá que você o instale em seu sistema. Entre com a senha do root quando essa se fizer necessária. E pronto, você deverá encontrar o Adobe Reader em Aplicativos > Escritório > Adobe Reader
Instalando outros programas no Fedora
A instalação de programas no Fedora é muito simples. Vá em Sistema > Administração > Adicionar/Remover Programas e haverá uma interface onde você poderá ver os programas que estão instalados no seu PC e outros milhares de pacotes que você pode instalar dos repositórios, procurando através de categorias dadas:
Se você quer um pacote específico, pode digitar o nome dele no campo de busca e clicar em localizar. Por exemplo, para o caso de instalar o AMSN, você pode digitar amsn campo de buscar e clica em localizar:
Depois basta selecionar os pacotes e clicar em Aplicar. A senha do root será solicitada, entre com ela e o instalador irá verificar outros pacotes do qual esse que você quer instalar possa depender e então instalar eles também. Diz-se então que esses outros pacotes que são instalados indiretamente são dependências dos pacotes em questão. No caso do AMSN acima, se você tentasse instalar somente o pacote amsn-plugins, e clicasse em Aplicar, o instalador também marcaria o AMSN para ser instalado também, visto que o pacote amsn-plugins por si só não serve para nada. No entanto, se você marcasse o pacote AMSN para ser instalado, não necessariamente o pacote amsn-plugins seria instalado porque o AMSN pode funcionar sem ele. No caso da instalação do AMSN, você o encontrará depois de instalado em Aplicativos > Internet > aMSN. Caso queira remover um pacote do seu sistema, seria apenas desmarcar ele e clicar em Aplicar. Existe também a possibilidade de usar o Yum Extender para instalar e desinstalar pacotes. Se você usou o easyLife, é provável que ele tenha instalado ele também. Nesse, caso ele está em Aplicativos > Sistema > Yum Extender.
Bom, como você viu, não há qualquer necessidade de se usar a linha de comando para poder usar o Fedora. Até o momento, instalamos ele, configuramos e não digitamos qualquer comando no Terminal de comandos. Mais pra frente irei tratar também da utilização do terminal e, espero, consiga convencer o leitor de que, longe de ser um bicho de sete cabeças, o terminal é mais uma forma que temos de usar o Linux de maneira eficiente e simples. Há momentos em que usá-lo é mais eficiente que a interface gráfica e tem momentos que não. Assim, é sempre bom conseguirmos perambular por esses dois métodos para conseguirmos aproveitar mais do Pinguim. De qualquer maneira, depois que você aprender a usar o linux em linha de comando, acabará por ficar viciado a esse método. É bem mais divertido!
Migrando para o Pinguim: Instalação do Fedora, os finalmentes!
nov 19th
Primeiro post da série Segundo post Terceiro post Quarto post Quinto Post Sexto Post Sétimo Post Oitavo Post
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Vamos finalmente abordar a instalação do Fedora nesse artigo. Estou supondo que você tenha particionado seu HD conforme os artigos anteriores e já tenha em mãos o DVD de instalação do Fedora. Nesse artigo, irei usar o Fedora 12 como exemplo para a instalação, mas é muito provável que você consiga instalar o Fedora 13, 14, 15… N (quando for lançado) sem qualquer problema, já que o programa instalador do Fedora, chamado Anaconda, segue uma mesma lógica para a instalação e poucas mudanças existem nisso de uma versão para outra.
Migrando para o Pinguim: Obtendo o Fedora
nov 16th
Primeiro post da série Segundo post Terceiro post Quarto post Quinto Post Sexto Post Sétimo Post
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Bom, finalmente estamos chegando perto da tão esperada instalação do Fedora. Se você acompanhou os artigos anteriores e tomou a decisão de usar o Linux em dualboot com o seu PC, deve ter também tomado a decisão de particionar seu HD conforme foi tratato nos artigos anteriores.
Pois bem, como eu havia mencionado lá no início, os motivos para eu escolher o Fedora para essa série são, entre outros, esses:
- É uma distribuição Linux leve, rápida e voltada para iniciantes, mas mesmo o usuários avançados devem gostar dela. Sendo um usuário doméstico ou desenvolvedor, você provavelmente irá se simpatizar com o Fedora.
- É gratuito, como a maioria das distribuições Linux. Você pode baixá-lo da internet e instalar no seu PC. Alternativamente, você pode comprar o DVD de instalação, caso sua conexão seja lenta. Nesse caso, o preço cobrado é devido a custos com transporte, correios, etc e costuma ser bem barato (algo em torno de R$10,00)
- É uma distro atual. Quer dizer, o Fedora se esforça para manter em seus repositórios o que há de mais atual em software e atualizações de segurança para o seu PC. Aliás, esse é um dos principais motivos de eu usar essa distro.
- Uma nova versão do sistema é lançada a cada 6 meses. No momento em que escrevo esse artigo, falta um dia para o lançamento do Fedora 12 (Codinome: Constantine). Eu tratarei da instalação dessa versão, mas o modo de instalação é praticamente idêntico de versão para versão, de modo que não faz muita diferença a versão que use como exemplo.
- Possui um amplo suporte a hardware, o que quer dizer muito provavelmente, o Fedora irá detectar automaticamente todos os componentes do seu PC, como sua placa de som, de vídeo, webcam, etc. Há também a possibilidade mais tarde de usar um driver do fabricante no caso de placas de video, que é o mais comum.
- O Projeto Fedora é comprometido com o desenvolvimento de software de código aberto e até mesmo formatos multimídia abertos. Esse é um compromisso da comunidade Fedora.
- Possui uma comunidade de usuários dispostos a te ajudar e fazer da sua experiência com o sistema, algo realmente agradável. Se você nunca participou de uma comunidade relacionada ao software livre, irá se surpreender quando conhecê-la mais a fundo. Você terá a chance de ajudar e ser ajudado. Assim é o espírito por trás dessas comunidades.
- Porque eu uso Fedora
Então chegou a hora de colocarmos a mão na massa e começarmos de fato o processo para colocarmos o Fedora no nosso HD. Para isso, decidi abordar a instalação via DVD, visto que você terá um ambiente mais completo assim que terminar a instalação do mesmo (navegador, leitor de e-mails, mensageiro instantâneo, a suíte de aplicativos OpenOffice, dois ambientes Desktop, etc).
Existem diversas maneiras de se obter o Fedora. Você pode tanto obter uma cópia do DVD de instalação com um amigo que já tenha, comprar numa banca, caso alguma revista tenha disponibilizado, ou ainda, baixá-lo da internet pelo site do Projeto Fedora. Todas essas são formas perfeitamente legais de obtenção, visto que qualquer distribuição Linux, incluindo o Fedora, pode ser copiada e redistribuída livremente.
Baixando da Internet:
Se a sua conexão com a internet é suficientemente rápida, a maneira mais certa de obter o Fedora é baixando gratuitamente pela internet no próprio site do Projeto. Vá em http://fedoraproject.org e no link de navegação Obter o Fedora você será apresentado a diversas formas de obtê-lo. Eu aconselho fortemente que você faça o download via Bit Torrent, visto que o download é de cerca de 3,5GB em software e você vai ter de ter paciência para baixar tudo isso. Na minha internet de 500Kbps eu costumo demorar quase 3 dias para terminar, mas costumo dar umas paradas. O tempo total de download é de cerca de 25 horas com essa velocidade. Você pode ver todas as opções de download em uma única página neste link aqui:

Opte então pelo DVD de instalação e escolha qual baixar de acordo com a arquitetura do seu processador. Por exemplo, se você tem um processador de 64 bits, poderá optar pela opção x86_64. Usuários com processadores de 32 bits vão pela opção i386. Essa última, deve servir para a maioria dos casos. Se você estiver em dúvida sobre qual baixar, baixe a i386. Depois que o download terminar, você deverá ter um arquivo .iso de cerca de 3,5GB que é a imagem do DVD de instalação e alguns outros arquivos de poucos bytes que serviriam para verificar a integridade do seu download, mas não irei entrar em detalhes aqui para não deixar as coisas complicadas. Muito provavelmente, o arquivo baixado não deve ter se corrompido durante o download. Esse teste serviria justamente para isso. De posse do arquivo .iso, insira um DVD virgem no drive do seu gravador e utilize o Nero, Roxio ou qualquer outro programa que permita fazer a gravação de uma imagem de DVD. Escolha a opção Gravar Imagem de DVD ou coisa parecida na interface do seu programa de gravação, escolha o arquivo .iso baixado do Fedora e coloque para gravar.
Pronto, depois de feito isso você terá a versão mais atual do Fedora Linux em mãos . Agora é só esperar para começarmos a instalação, assunto que irei tratar no próximo artigo (finalmente!).
Obtendo o Fedora de outras maneiras:
Se você não tem uma conexão rápida, um amigo que tenha o DVD de instalação e nem muita paciência para ficar baixando-o da internet, talvez possa optar comprar o DVD. Não é caro, algo em torno de R$ 10,00 ou menos e, caso tenha sorte, você encontrará ele numa banca de jornal para vender. É o mesmo DVD que você baixa da internet, visto que o que essas pessoas fazem é apenas baixar, gravar em uma mídia de DVD, com uma capa bonitinha e vendê-lo, já que isso é perfeitamente legal. Neste wiki do Projeto Fedora, você encontrará link para várias lojas virtuais aqui no Brasil que vendem a última versão do sistema. Aliás, sempre solicite a última versão para se manter atualizado.
Alternativamente (e pouco recomendado), você pode também comprar o DVD de instalação pelo Mercado Livre.
Bom, tendo o DVD de instalação em mãos, nos resta agora apenas iniciar o processo e deixar o Fedora no HD, juntamente com o Windows. Esse será o assunto do próximo artigo.
E para terminar, deixarei um video do Fedora 11 (Codinome: Leonidas), rodando efeitos 3D e completamente personalizado por um de seus usuários. Como Linux é completamente personalizável, você deve encontrar ele com as mais diversas aparências por aí. Assim o é com o Fedora também. Não, não é montagem
Próximo artigo: Migrando para o Pinguim: Instalando o Fedora, os finalmentes!
Migrando para o Pinguim: Particionamento, Método II
nov 11th
Primeiro post da série Segundo post Terceiro post Quarto post Quinto Post Sexto Post
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Dando continuidade a série Migrando para o Pinguim, neste post irei abordar o particionamento do disco considerando que você já tem o Windows instalado no seu PC e este está apenas em uma partição, a C:. Iremos redimensionar essa partição, criar uma nova para arquivos, e deixar um espaço não particionado para o Fedora. Se você particionou conforme o post anterior da série, não é necessário fazê-lo de novo aqui. Esta é apenas uma outra forma, mas eu mesmo optaria pela primeira, já que o Windows costuma ficar lento com o tempo..
Esse post é para aqueles que tem um pouco mais de intimidade, por assim dizer, com o seu PC.
Um repositório para o VirtualBox
out 7th
Tempos atrás, escrevi um post sobre o uso do VirtualBox no Fedora. No entanto, o que eu não havia percebido (por preguiça de usar o scroll do mouse, talvez) é que ao invés de você ter de fazer diretamente o download do rpm para o Fedora, você pode adicionar um repositório para o mesmo. Esse repositório está disponível para o Fedora 8 em diante.
Antes de mais nada, queria dizer que uma versão Open Source existe no RPMFusion e você pode instalar ela via yum sem problemas. Basta fazer
# yum install VirtualBox-OSE
Mas você terá de instalar também os módulos para o seu kernel e outras coisas mais que queira. Dê uma pesquisada com
# yum search VirtualBox
para ver isso.
Mas eu mesmo prefiro uma outra versão, devido a pequenos detalhes que para mim são importantes.
Para instalar esse repositório, é bem simples. Importe a chave pública com o comando:
# rpm --import http://download.virtualbox.org/virtualbox/debian/sun_vbox.asc
Depois disso, crie o arquivo virtualbox.repo dentro do diretório /etc/yum.repos.d e adicione o seguinte conteúdo a ele:
[virtualbox] name=Fedora $releasever - $basearch - VirtualBox baseurl=http://download.virtualbox.org/virtualbox/rpm/fedora/$releasever/$basearch enabled=1 gpgcheck=1 gpgkey=1
Salve o arquivo e pronto! Agora você pode simplesmente instalar o seu VirtualBox sem problemas:
# yum install VirtualBox
Depois (re)compile os módulos para seu kernel:
# /etc/init.d/vboxdrv setup
Se você tiver algum problema, dê uma lida no post anterior.
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Fonte: www.virtualbox.org
Migrando para o Pinguim: Particionamento, Método I.
out 1st
Primeiro post da série Segundo post Terceiro post Quarto post Quinto Post
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Dando continuidade a série Migrando para o Pinguim, iremos nesse post arranjar um espaço para o Fedora no seu HD a partir de uma nova instalação do Windows. Lembrando que o que queremos é que no final Windows e Linux no HD, em dual boot. Isto é, poderemos utilizar tanto um quanto o outro pois no momento em que você ligar seu PC, um gerenciador irá te dar essa opção.
Pois bem, esse post leva em conta que você, além de querer migrar para o Pinguim, quer formatar seu PC e reinstalar o Windows porque este mesmo está está cheio de vírus, muito lento e blabláblá. O próximo artigo irá tratar de um outro método de particionamento. Ele irá redimensionar seu HD para que haja espaço para o Fedora, mas sem que haja necessidade de reinstalar o Windows. Você pode escolher entre essa maneira desse post (recomendado) ou a do próximo.
Eu não entrarei em detalhes sobre a configuração do Windows depois que terminar a instalação (instalar programas, os drivers para a placa de som, rede, video, etc), mas deixarei indicado e facilmente você conseguirá fazer isso.
Eu escolhi o Windows XP em vez do Vista porque o Vista quase ninguem gostou, é super pesado e.. as pessoas realmente não gostaram dele. Preferem o XP.
Este artigo está um pouco grande, mas o procedimento é bem simples e intuitivo, na minha opinião.
Migrando para o pinguim: Programas
ago 19th
Esta é a continuação de um artigo anterior que escrevi: Migrando para o Pinguim: Preliminares. Caso não tenha lido, dê uma olhada
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Pois é, acho que umas das primeiras perguntas que surgem quando se fala em migração para o Linux é: “E como é esse?” Quer dizer, os aplicativos, o ambiente, etc. Vou abordar aqui os principais aplicativos, isto é, aqueles que acredito que muitos usuários utilizem no seu dia-a-dia e poderemos ver que ele é realmente possui tudo aquilo que os usuários precisam. A qualquer momento, você pode clicar em cima da imagem para vê-la em tamanho maior.
Microsoft Office — OpenOffice.org.
Usuários do Microsoft Office devem ficar tranquilos com relação a aplicações de escritório, visto que há uma variedade de aplicativos desse tipo para Linux. Existe a KOffice, do ambiente gráfico KDE (mais pra frente irei falar sobre ambientes gráficos, numa outra oportunidade), GnomeOffice, para o ambiente GNOME e, acredito o mais utilizado, o OpenOffice.org:
O apresentado na figura acima foi apenas o OpenOffice.org Writer. Ainda tem o Calc, Impress.. para a edição de planilhas, apresentações, etc. A vantagem é que além de ter suporte a formato de documentos abertos, poder criar um pdf do seu documento, etc, ele ainda suporta os formatos do Microsoft Office, o que quer dizer que você pode abrir seus documentos do Word, Excel, Power Point, e tudo mais nele!
Photoshop — GIMP
Ah, mas então você está pensando em editar imagens e está com medo de ficar sem um bom editor, não é mesmo? Você não encontrará uma versão do Photoshop para Linux, mas quem precisa quando se tem o GIMP!
A maior parte das imagens que são editadas no Linux é feita nesse software e existem uma grande documentação na internet para quem quer aprender a mexer nele. Eis um exemplo aqui e até mesmo no Baixaki você encontra tutoriais e artigos ensinando a mexer nessa ótima ferramenta de manipulação de imagens.
Internet Explorer — Firefox
O Firefox vem ganhando cada vez mais espaço e é um excelente navegador. Usuários Windows já o conhecem porque está disponível para este:
Além dele, existem outros navegadores que poderiam te interessar: Epiphany, Konqueror ou, até mesmo o Opera
Windows Media Player — Amarok, Rhythmbox,Totem, Kplayer
No que diz respeito a softwares para ouvir músicas e assistir vídeos, nos mais diversos formatos, o Linux está cheio. Os listados acima são apenas alguns do diversos existentes no Pinguim. Você poderia querer, por exemplo, ouvir suas músicas no Amarok:
Se você não gostar dele, ainda existem muitos outros que você pode tentar. como o Rhythmbox, xmms, Banshee, só para citar alguns. Mas uma opinião pessoal é que o Amarok é o melhor player que existe. Eu mesmo já cheguei a procurar uma versão dele para o Windows e quem sabe, outros usuários conhecerem, mas na época não encontrei.
Se você quer assistir um DVD, nada melhor que um bom software para isso. O Totem é excelente nessas horas:
Mas se você não gostar do Totem.. é aquela história, o que não falta é opção para você. Kplayer, mplayer, Kaffeine, VLC, xine.. e muitos outros.
Windows Live Messenger — Pidgin, Kopete, Mercury Messenger, AMSN…
Não existe uma versão do Windows Live Messenger para o Linux porque, afinal de contas, ele é da microsoft e esta não iria criar uma versão do seu programa para o Linux — embora algumas pessoas consigam usar ele assim mesmo! Mas essa é outra história. No entanto, não há motivos para pânico visto que há vários softwares de mensagens instantâneas no Pinguim. Desde aqueles que tem apenas os recursos mais básicos, que você precisa, como o Pidgin até aqueles que posssuem recursos mais avançados, como o AMSN:
MS Outlook — Evolution, Thunderbird, Kmail…
Se gosta de usar um software para gerenciar seus e-mail em vez de usar o webmail irá gostar dos programas existentes no Pinguim. Entre eles, um que já vem com o DVD de instalação do Fedora e gosto muito, o Evolution:
Ele é integrado a agendas, lista de contatos e outros. Acho muito bom.
Jogos? Você disse jogos?
Não vou negar que jogos sejam o forte do Pinguim, visto que muitas empresas optam por não liberar uma versão para o Linux, já que a maioria dos seus usuários ( e portanto, dos seus lucros!) irão vir de usuários Windows. No entanto, você ainda se se surpreenderia com uma grande quantidade de jogos para o Pinguim. O Fedora possui um spin somente para aqueles viciados em jogos e ainda existe a possibilidade de instalar muitos outros, nativos no Linux ou via Wine (falo abaixo sobre ele). Existe uma página de um usuário somente sobre esse assunto. Eis ela aqui.
Rodar programas do Windows…
Acho difícil alguém precisar rodar algum programa do Windows, mas se for necessário, talvez o usuário ainda possa utilizar um software muito famoso também no Linux, chamado Wine. O Wine permite que programas Windows rodem dentro do Linux e se sintam “em casa”. Na verdade, existem casos em que a performance do programa é ainda maior que no Windows, dá para acreditar?
E os efeitos do Vista?
Ah, então você foi corajoso o suficiente para mudar do Windows XP para o Windows Vista e achou bonitinho os efeitos 3D dele, não é? Acha que não tem igual no Linux? Pois sinto lhe informar, mas quando o Vista apareceu com aqueles efeitos, os usuários Linux já usavam desktops 3D fazia é tempo. Eis um exemplo do meu que capturei, com o efeito Cubo que é apenas um dentre uma enorme quantidade de efeitos no seu desktop (como janelas pegando fogo ao fechar, parecendo gelatina, escrever com “fogo” na tela.. etc.):
Enfim, o que não falta é opção. O que apresentei não foi quase nada dos recursos disponíveis. Apenas tentei mostrar que muito (ou quase tudo, ou tudo) do que você faz no Windows, poderá fazer no Linux sem problemas. Ainda irá aprender muitas coisas novas e descobrir recursos que antes você nem pensava que existia! Se é difícil? Você vai perceber que a maioria das tarefas é super simples. Diferentes, mas simples. Aliás, até o modo de instalar programas no Ubuntu, Fedora e outras distros famosas me parece ser mais simples que o Avançar > Avançar > Finalizar do Windows. Sim, acredite que o é. Basta apenas selecionar ele numa lista e mandar instalar. O sistema fará tudo pra você.
Além do mais, depois que terminar de instalar o Fedora, vai perceber que ele não está “pelado”, mas estará com vários softwares instalados e precisaremos apenas atualizá-los e instalar mais algumas poucas coisas (num processo automatizado também, você irá selecionar e instalar elas facilmente.) que não podem vir no DVD do Fedora por causa de licenças, etc..
O preço disso? 0(zero)! Você poderá baixar da internet ou copiar de um amigo, sem medo de ser um pirata. Caso não encontre, ainda sim poderá achar num banca de jornal ou com alguém que venda pela Internet — é claro que eles irão cobrar; afinal, estão tendo gastos com a mídia, gravação, etc. Mas ainda sim o preço é super baixo. Uns R$ 15,00 ou menos. Mas se comparado a uma licença de uso do Windows que é algo em torno de R$ 500,00 e ainda tem o Office e outras coisas que você, a príncipio, teria de pagar..
No próximo artigo irei falar do uso de uma máquina Virtual no Windows, para aqueles que acharam interessante, mas tem medo de mexer no HD ainda. Poderão aprender criando uma máquina virtual e todos os procedimentos de instalação serão os mesmo de que seria num HD real. Assim, quando se sentirem mais confiantes, poderão instalar ele no HD real mesmo e ter uma melhor performance.
Terceira Parte: Migrando para o Pinguim: Virtualizando…
Migrando para o Pinguim: Preliminares
ago 16th
Este é o primeiro de uma série de artigos que pretendo escrever aos poucos (não necessáriamente de forma contínua) e que são voltados para usuários leigos em Linux. A idéia é que este possa considerar a possibilidade de uma migração para o Pinguim, mas sem abandonar completamente o sistema operacional Windows. Acredito que deva ser dessa forma por simples experiência própria. Existem pontos em que Linux e Windows se assemelham, mas quanto mais o usuário se aprofundar, mais diferença encontrará entre esses dois sistemas. A boa notícia é que: não, você não precisa abandonar completamente o Windows.
No entanto, na medida em que você se aprofundar e conhecer mais o Linux, será apenas uma questão de tempo para que em algum momento, você se pegue olhando para trás e vendo que que já faz muito tempo que você não usa o Windows porque no Linux, você tem tudo o que precisa num ambiente mais

completo, além de maior diversidade, ser mais bonito, personalizável, estável, fácil de usar e livre de vírus. Na medida em que for escrevendo esses artigos, irei citar links e referências serão colocadas ao final de cada artigo para que o leitor mais curioso possa aprender mais sobre aquilo que estiver sendo discutido ou mesmo encontrar mais soluções para problemas que possa ter tido. Esta série de artigos não tem a intenção de ser super completa e detalhada, mas apenas suficiente, até porque ficaria muito enjoativa. Apenas tem a intenção de apresentar o sistema, a instalação e sua configuração. Isso será dividido em vários posts e ao final, espera-se que se tenhamos Linux e Windows instalados em um sistema de dual boot, isto é, você terá, no mesmo HD o Linux e o Windows instalados e um gerenciador irá te perguntar qual você quer carregar assim que ligar o PC.
Mas o que é Linux? E qual a diferença deste em relação ao Windows? Linux, assim como o Windows, é um sistema operacional. É ele o responsável pelo funcionamento do hardware da sua máquina. Talvez a maior diferença entre esse e o Windows, seja o fato de que Linux seja de código fonte aberto enquanto o Windows é proprietário. Você pode adquirí-lo facilmente através da internet. Por ser de código fonte aberto, grupos de voluntários, empresas, etc, costumam reunir um determinado conjunto de programas, mais algumas peculiaridades e distribuí-lo: são as chamadas distribuições Linux, ou distros. Para citar as mais famosas, no momento em que escrevo esse artigo, o site DistroWatch.com aponta Ubuntu, Fedora, Mint, openSUSE, Debian e Mandriva, nessa ordem, como as seis distribuições mais famosas nos últimos seis meses. A escolha de uma distribuição Linux é bastante pessoal e muitos usuários costumam passar por várias delas até escolher a sua. Distribuições Linux costumam ter um um perfil de usuário em mente. Algumas são voltadas para usuários iniciantes e outras para usuários avançados. Para essa série de artigos, fiz a escolha de uma distribuição: o Fedora. Isso porque sou um usuário do Fedora faz muito tempo e acredito ser uma distro preparada para usuários iniciantes também. 
O Ubuntu também uma é distribuição que tem como foco, o usuário iniciante e não é a toa que está no primeiro lugar. Quando o leitor se sentir mais a vontade, poderá testar outras distribuições e escolher aquela que mais lhe agrada. Mais pra frente voltarei a esse assunto e algumas justificativas mais sobre a escolha do Fedora.
É fato que Linux tem crescido muito nos últimos anos. Houve uma época que pouco se ouvia falar dele, mas hoje qualquer usuário de computador já deve ter ouvido falar em algum momento. Eu mesmo, tive o meu primeiro contato em 2004, no Instituto de Física da minha Universidade. Eles rodavam o Debian lá e até hoje é assim. Assim, meu primeiro contato foi com o Debian.
Uma assunto que tem dado muita discussão atualmente é: Linux está ou não preparado para desktops? Isto é, ele está preparado para o usuário final, aquele que roda tranquilamente o Windows no seu PC, navega na Internet, lê seus e-mails, conversa no MSN, etc? A minha opinião e a de muitos usuários na comunidade: SIM! O maior problema atualmente, vejo, é como mudar a mentalidade de pessoas para que possam experimentar e ver que é simples o uso do sistema, mudando apenas no fato de que ele é diferente do Windows e isso é, com certeza, uma coisa boa. Deve-se ter em mente que o usuário não precisa ter qualquer conhecimento em programação ou coisa assim para usar o Pinguim. A única exigência é: vontade! Vontade de tentar o novo, de pensar diferente. Nem entrarei aqui nas consequências disso para a própria população, quando se pensa que o governo também está migrando para Software Livre.
Pretendo dividir essa série de artigos mais ou menos assim (isso pode mudar):
- Apresentação – Preliminares (esse artigo)
- Apresentação da Interface e Aplicativos Linux (usando o Fedora)
- Utilizando uma máquina virtual no Windows: uma alternativa a instalação para aqueles que nunca fizeram isso e gostariam de antes aprender, sem mexer no HD.
- Obtendo o Fedora, conferindo o hash e gravando.
- Liberando espaço para o Fedora:
- Particionamento do disco: Método I
- Particionamento do Disco: Método II
- Instalação do Fedora: Os finalmentes!
- Fedora, fazendo alguns ajustes
- (…)
Isso está um pouco superficial, mas ficará claro na medida em que surgirem. Haverá continuidade de pequenas configurações, além de artigos introdutórios a linha de comando e, espero, o leitor se convencerá de que esta, longe de ser difícil, é divertida! Embora não se precise dela para instalar e usar o Fedora.
Somente espero não demorar para publicar, mas irei fazer com calma , na medida em que me sobrar tempo, para que fique o melhor possível. E que venham os próximos artigos!
Update:
Segunda parte da série: Migrando para o Pinguim: Programas
Referências/Links
[1] O que é Linux – Um excelente artigo da comunidade Viva o Linux explicando com uma riqueza enorme o sistema, suas distribuições, e a história de algumas delas.
[2] Guia Foca Linux – Muitos usuários Linux devem em muito o aprendizado do sistema a esse guia.
[3] Revista Espírito Livre – No. 5: Essa edição foi dedicada ao uso do Linux no Desktop. Realmente vale a pena dar uma lida. E,, veja só, mais um exemplo de colaboração!
[4] Programa Link Brasil – Software Livre – Primeira parte – Uma discussão sobre o uso do Software Livre.
[5] Programa Link Brasil – Software Livre – Segunda Parte – Continuação do parte anterior.
[6] Revista Fedora Brasil No. 3 – Mais um caso de sucesso contado nessa revista sobre a migração do Ministério Público de Tocantins para Linux.
Conhecendo novas distros com o VirtualBox
jul 31st
Está todo felizão com o seu Fedora 11 aí, não é? Ele tem o boot mais rápido agora.. melhor suporte a hardware… tudo funcionando redondo, não é mesmo? Mas que coisa mais confortável, não?! Mas então, você já aprendeu a mexer com alguma distro nova? Nunca te bateu uma curiosidade de aprender a mexer em uma outra distribuição Linux? Comigo sim. Sou usuário do Fedora desde o momento que em que tive acesso a uma conta de root e confesso: apesar de amar o Fedora (e nem pretendo trocar) tenho curiosidade de conhecer distros novas. Nesse artigo poderemos fazer isso sem precisar particionar o HD. Apenas criando uma máquina virtual e utilizando o CD/DVD de instalação de uma distro que queira conhecer. No entanto, irei abordar apenas o processo de instalação porque achei bem intuitiva a interface do VirtualBox.
A vantagem do processo de virtualização para um usuário comum é que não se precisa fazer qualquer alteração no HD e nem ter aquele medo de errar, visto que tudo é feito no HD virtual, criado pelo usuário. Sim, é isso mesmo, um HD virtual. Todo o processo de instalação, particionamento e tudo mais será feito nele e não num HD real, mas é como se o fosse.
Embora o Fedora venha com pacotes suficientes para prosseguir com o processo de virtualização — ele vem com o Qemu —, irei usar outro aqui por achar melhor: O VirtualBox. Também poderia ser usado o VMware Server, mas a instalação dele é mais complicada e tive um certo trabalho para conseguir compilar os módulos para o kernel. Sem contar que não acreditei quando vi que o pacote rpm da versão 2.0.1 tinha quase 500MB! Sendo assim, vamos usar o VirtualBox que tem apenas 40MB de download e me parece mais do que suficiente. Talvez eu escreva uma dica mais pra frente sobre a instalação do VMware Server.
Instalando o VirtualBox
A instalação do VirtualBox no Fedora 11 (ou a versão que você estiver utilizando) é relativamente simples. Vá até a página do aplicativo e faça o download da versão para Linux. Como estou me referindo ao Fedora, o pacote no momento que escrevo esse artigo é o VirtualBox-3.0.2_49928_fedora11-1.i586.rpm. Note que há uma versão para o Windows também por lá. Sim, isso quer dizer que até mesmo um usuário Windows interessado pode conhecer as distribuições Linux sem precisar fazer qualquer alteração no seu HD! Se gostar, pode pensar na possibilidade de instalar ele no HD. Sobre a virtualização, apenas dou a dica de ter um hardware razoável para se fazer isso.. nada super super, eu disse razoável. No meu caso, estou com um Celeron 2GHz, 1,7GB de RAM e não tenho problemas com o sistema lento, normal pra mim.
Pois bem, depois de baixar o arquivo, abra um terminal e instale-o com o comando:
# yum localinstall VirtualBox-3.0.2_49928_fedora11-1.i586.rpm --nogpgcheck -y
No final de instalação, você será informado que um grupo chamado vboxusers foi criado e que não há um módulo compilado para o kernel. Como na mensagem abaixo:
Creating group 'vboxusers'. VM users must be member of that group! No precompiled module for this kernel found -- trying to build one. Messages emitted during module compilation will be logged to /var/log/vbox-install.log.
Para que você possa usar o VirtualBox com seu usuário, terá de ser membro desse grupo. É bem simples, adicione seu usuário ao grupo vboxusers com o comando:
# usermod -G vboxusers -a seu_username
Certo, agora vamos compilar os módulos para o kernel:
# /etc/init.d/vboxdrv setup
Os módulos para o kernel serão compilados e você deverá ir vendo uma mensagem parecida com essa:
Stopping VirtualBox kernel module [ OK ] Removing old VirtualBox netadp kernel module [ OK ] Removing old VirtualBox netflt kernel module [ OK ] Removing old VirtualBox kernel module [ OK ] Recompiling VirtualBox kernel module [ OK ] Starting VirtualBox kernel module [ OK ]
Se você tiver algum problema durante a tentativa de compilar o módulo para o kernel, tente instalar esses pacotes:
# yum install make automake autoconf gcc kernel-devel dkms
E depois tente fazer novamente a compilação. Uma observação que deve ser feita é que você terá de executar o processo de compilação sempre que fizer uma atualização no seu kernel.
E pronto, você poderá encontrar o VirtualBox — se estiver usando o Gnome — em Aplicativos > Sistema > Sun VirtualBox. Na primeira vez que iniciar o programa, será sugerido que você faça um cadastro. Dispense alguns minutos e faça-o. Abaixo um screenshot do Lilo, o gerenciador de boot do Slackware 12.2 rodando na máquina virtual no Fedora 11:
Habilitando o uso de dispositivos USB:
Acontece que o uso de dispositivos USB dentro da máquina virtual não ocorre apenas plugando ele em qualquer buraco no seu PC. Pelo menos não inicialmente. Para que seja possível a utilização de dispositivos USB dentro da máquina Virtual, crie um grupo chamado usb no Fedora e adicione seu usuário a esse grupo:
# groupadd usb # usermod -G usb -a seu_username
Depois, edite o seu arquivo /etc/fstab e adicione as seguintes linhas:
# Permite o uso de dispositivos USB dentro da máquina virtual none /sys/bus/usb/drivers usbfs devgid=504,devmode=664 0 0
Onde o valor de devgid é o ID do grupo usb (GID). Você deve utilizar o valor da sua máquina. No meu caso, a ID do grupo usb foi 504. Para descobrir esse valor, veja um exemplo com a saída do comando a seguir, no meu caso:
$ cat /etc/group | grep usb | cut -d : -f 3 504
Faça isso para o seu caso e descubra a ID do grupo usb no seu PC. Depois reinicie seu PC ou, como root execute o seguinte comando:
# mount -a
Nas próximas vezes que iniciar seu PC, não precisará mais usar comando mount. Você poderá criar um filtro nas configurações ou habilitar o uso do dispositivo USB no menu Dispositivos enquanto estiver rodando o sistema instalado.
Resolvendo problemas com o SELinux:
Caso você utilize o SELinux, pode ter algum problema com o VirtualBox. Para resolver isso, faça assim:
# chcon -t textrel_shlib_t /usr/lib/virtualbox/VirtualBox.so
Divirta-se!
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Um artigo que me foi bem útil enquanto aprendia a mexer no VirtualBox:
Install VirtualBox on Fedora 10












